Locais de Interesse

 

Reserva Natural do Paul do Boquilobo

A Reserva Natural do Paul do Boquilobo situa-se entre a confluência do rio Almonda e rio Tejo, ao longo da junção dos concelhos de Torres Novas e Golegã na parte sudeste da freguesia da Brogueira.

 

Desde 1981 que a Reserva Natural do Paul do Boquilobo é considerada pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera. Esta foi a primeira área protegida portuguesa a integrar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera. É reconhecida a importância da Reserva como zona húmida natural e como local de abrigo para um grande número de aves, como local de reprodução, alimentação e repouso nas rotas de migração.

 

www.icnf.pt | www.naturalpt.pt

Casa-Estúdio Carlos Relvas

Entre 1871 e 1875, o Chalet, como é conhecido na Golegã, foi edificado por iniciativa do abastado lavrador Carlos Relvas. A Casa-Estúdio apresenta características únicas a nível mundial, como singular é o facto de ter sido construída de raiz, como monumento aos precursores da fotografia e com o objetivo exclusivo de acolher um laboratório e estúdio dedicados especificamente ao desenvolvimento de uma arte e que propiciaram a Relvas um local de excelência para a revelação dos seus negativos e ensaio dos novos métodos daquela disciplina simultaneamente científica e tecnológica.

 

www.casarelvas.com | Desdobravel Informativo

Igreja Matriz da Golegã

A igreja atual foi construída na primeira metade do século XVI, substituindo uma pequena igreja paroquial gótica que existia neste local. A obra foi parcialmente custeada pela Coroa, tendo o restante ficado a cargo dos moradores. A este facto, não terá sido alheio o grande interesse manifestado por D. Manuel I pela vila, beneficiando das suas frequentes estadias em Almeirim, não muito longe da Golegã. O apreço do rei é muito evidente na própria arquitetura da igreja, pois os seus símbolos pessoais – o escudo real e a esfera armilar – encontram-se colocados em vários pontos do edifício.

 

Localizada no largo da Imaculada Conceição, orago da igreja matriz e padroeira da vila da Golegã, é um vasto edifício de corpo retangular, constituído por três naves , rematada por um coruchéu de base poligonal que enquadra um bonito pórtico Manuelino.

 

www.cm-golega.pt

Museu da Máquina de Escrever

O Museu Municipal da Máquina de Escrever (MME) está integrado na Rede de Museus da Câmara Municipal e instalado no edifício da Biblioteca Municipal da Golegã (piso superior). A coleção, constituída por mais de 300 máquinas de escrever, é variada e incluí exemplares fabricados em todo o mundo, entre o final do séc. XIX, nas décadas de 80 e 90, e durante quase todo o século XX, até às décadas de 1960 e 1970.

 

O objetivo deste Museu é dar a conhecer esta coleção composta por máquinas produzidas por diversos fabricantes, abrangendo os séculos XIX e XX.

 

www.cm-golega.pt | Desdobrável Informativo

Quinta da Brôa

"Na entrada da Azinhaga, uma enorme casa branca e sóbria ladeia a estrada de terra batida que leva a Mato de Miranda. Um portão de ferro, encimado por um trabalhoso emaranhado de ferro forjado, onde são visíveis as iniciais "R.J.C." de Rafael José da Cunha, ascendente da família Veiga, e a data de 1831, dá entrada para esta propriedade que já foi pertença dos condes da Ribeira Grande. O brasão dos Câmaras ornamenta as cantarias do portão da Quinta da Broa, então Quinta do Almonda. Lá dentro, um amplo pátio, rodeado de construções revestidas a hera, desvenda a história de muitas gerações e o quotidiano de uma casa agrícola.

 

A Quinta da Broa é o centro de um vasto conjunto de explorações agrícolas situadas nos concelhos da Golegã, Chamusca, Rio Maior e Santarém, e, acima de tudo, é o centro de uma reconhecida coudelaria: o ferro Veiga é garantia de qualidade..."

 

www.quintadabroa.com

EQUUSPOLIS - Museu Municipal Martins Correia

O edifício Equuspolis, situado na Horta da Baralha, que tem na fachada a silhueta de um cavalo, é constituído por três pisos onde se encontra  a Galeria de Arte João Pedro Veiga e o Equus Virtual, onde as pessoas têm oportunidade de assistir a um diaporama, a três dimensões, durante 15 minutos, sobre a história do cavalo e a sua ligação à Golegã, ao longo dos séculos.

 

Ainda neste edificio encontra-se o Museu Municipal Martins Correia, onde o espólio do Mestre Martins Correia, constituído por cerca de 600 peças entre esculturas, pinturas e desenhos, é apresentado aos visitantes.

 

No exterior, o Equuspolis apresenta uma área envolvente onde se encontra o Parque Juventude, que integra um enorme jardim, diversas zonas de recreio e lazer (parque radical, anfiteatro, esplanada, cais com barcos para passeio na Alverca).

 

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Quinta dos Álamos

No coração da Lezíria, no Equestre Concelho da Golegã, a Quinta dos Álamos, honra a sua história e tradição, de mais de Três Séculos recebendo os visitantes como anfitrião de mérito reconhecido.

 

Uma das Três grandes referências agro-pecuárias do Concelho, A Quinta dos Álamos oferece aos seus convidados o peso da história, o respeito pelo ambiente e a atividade cultural e artística, génese da sua fundação.

Neste lugar de gente Brava, o visitante poderá usufruir da experiência geracional das gentes dedicadas á Terra, respeitadora dos costumes e da preservação do ambiente.

 

Actividades enriquecedoras que mostrarão que a ecologia é também um conceito Português, passado de geração em geração, revelando o respeito ancestral que temos por essa Mãe, que tudo dá, que tudo tem, que tudo reclama. E que Nós na Quinta dos Álamos, honramos a cada dia.

 

www.quintadosalamos.pt

Fundação José Saramago - Azinhaga

A delegação da Fundação José Saramago na Azinhaga encontra-se instalada num edifício do Largo da Praça da Azinhaga e possui um ciber-café, uma biblioteca com todas as suas obras e uma livraria. 

 

A Fundação tem no andar de baixo a obra completa de Saramago em diversas línguas que convida a momentos de leitura. No mesmo espaço, o cibercafé, de livre acesso, disponibiliza dois computadores para recolher materiais para trabalhos, consultar as últimas notícias ou navegar por países distantes, à distância de um clique.

 

No primeiro piso um espaço com o original do livro "As Pequenas Memórias" - que evoca a infância de Saramago na aldeia e também as férias que ali passou até aos 15 anos - e alguns objetos dos avós maternos. Entre esses objetos encontram-se a cama a que alude no livro "As Pequenas Memórias", na qual dormia com os bacorinhos mais débeis para os aquecer no Inverno, e a arca das favas, que ficava à entrada da casa.

 

www.josesaramago.org

Casa Memorial Humberto Delgado

Humberto Delgado nasceu a 15 de Maio de 1906, na pequena aldeia de Boquilobo, Torres Novas, em singela casa no largo principal da povoação, hoje restaurada e transformada em espaço museológico dedicado à sua memória.

 

A habitação original constava apenas de uma casa térrea do século XIX, com palheiro anexo, e integrando uma grande cozinha com lareira, sala, e dois quartos. A fachada principal, para onde deita a cozinha e a sala, é rasgada por uma janela e duas portas de postigo. O conjunto foi adquirido em 1993 pelo Engº Joaquim Marques de Oliveira, para ser oferecido à Junta de Freguesia local, com o fim de aí se instalar o futuro Museu Humberto Delgado. As obras de adaptação foram começadas nesse mesmo ano. O palheiro, à direita do imóvel principal, foi recuperado e ampliado com um piso superior, segundo projeto do escultor José Aurélio.

 

A Casa Memorial foi inaugurada em Maio de 1996, por altura do 90.º aniversário de nascimento do general.

Museu Agrícola dos Riachos

Humberto Delgado nasceu a 15 de Maio de 1906, na pequena aldeia de Boquilobo, Torres Novas, em singela casa no largo principal da povoação, hoje restaurada e transformada em espaço museológico dedicado à sua memória.

 

A habitação original constava apenas de uma casa térrea do século XIX, com palheiro anexo, e integrando uma grande cozinha com lareira, sala, e dois quartos. A fachada principal, para onde deita a cozinha e a sala, é rasgada por uma janela e duas portas de postigo. O conjunto foi adquirido em 1993 pelo Engº Joaquim Marques de Oliveira, para ser oferecido à Junta de Freguesia local, com o fim de aí se instalar o futuro Museu Humberto Delgado. As obras de adaptação foram começadas nesse mesmo ano. O palheiro, à direita do imóvel principal, foi recuperado e ampliado com um piso superior, segundo projeto do escultor José Aurélio.

 

A Casa Memorial foi inaugurada em Maio de 1996, por altura do 90.º aniversário de nascimento do general.

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Gruta da Nascente do Almonda

A gruta da nascente do Almonda desenvolve-se ao longo de mais de 10 km, constituindo um verdadeiro santuário da espeleologia nacional já que, no seu conjunto, representa a mais extensa rede cársica atualmente conhecida em Portugal. Compõe-se de várias ribeiras subterrâneas que dão origem à nascente do rio Almonda. 
No que respeita ao património cultural, destaca-se a existência de várias jazidas arqueológicas, que vão desde o Paleolítico Inferior até à época Romana.
A gruta foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 30 de novembro de 1993.
O Centro de Interpretação das Grutas do Almonda (CIGA), situado na freguesia de Pedrógão, é uma infraestrutura vocacionada para o apoio à atividade espeleológica.
Localizado no Vale da Serra, na área do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, o Centro de Interpretação é uma estrutura de apoio à Gruta do Almonda, que promove programas orientados para o turismo ecológico e cultural. Possui um espaço museológico interpretativo, auditório e alojamento. Os programas disponíveis incluem a preparação da visita à Gruta com introdução à Espeleologia, técnicas de progressão e uso de equipamento, e mergulho subterrâneo.

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Castelo de Torres Novas

Fortaleza árabe do século XII, o Castelo de Torres Novas, definitivamente conquistado em 1190 por D. Sancho I, constitui um símbolo da importância política de Torres Novas na época medieval. Circundado por uma muralha de onze torres e pela casa do alcaide (séc. XIV), o castelo possui, no interior do recinto amuralhado, um aprazível e bem cuidado jardim. Sofreu várias reconstruções, das quais sobressaem as de D. Sancho I, a de D. Fernando e a que foi feita por ocasião das comemorações dos centenários da Independência e da Restauração (1940).

 O ex-libris da cidade foi classificado como Monumento Nacional em 16 de junho de 1910. Um projeto de recuperação física e paisagística, com a construção de circuitos pedonais e uma área de lazer tornou o monumento e a área envolvente lugares ainda mais aprazíveis. Das torres que o circundam é possível desfrutar de excelentes vistas sobre a cidade.

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Grutas das Lapas

Consideradas de interesse público em 1943, as Grutas das Lapas terão sido descobertas por alturas do Neolítico (10 000 a.C.), mas acredita-se que foram os romanos os primeiros a explorarem-nas para extração de tufo calcário, destinado à construção civil.

As cavidades já existiriam, originadas pelo maciço calcário e a ação cársica do rio Almonda, mas são grutas artificiais, criadas pela ação das picaretas sobre a pedra, extraindo-se facilmente o tufo calcário necessário à construção. Nos anos 30 do século XX encontraram-se, junto ao rio, artefactos neolíticos e ossadas, ponderando-se se as Grutas serviriam de abrigo a povos mais antigos que os romanos.

Existem várias destas “cavernas” subterrâneas ao longo da aldeia de Lapas, que hoje suportam casas e servem de oficinas ou de caves. Uma parte destas Grutas está preservada e protegida, sendo possível uma visitação a cerca de 700 metros quadrados deste monumento natural. O resto está vedado por “paredes”, construídas pela ação humana. Este museu “natural” situa-se numa rua estreita, de difícil passagem a dois veículos e quase sem estacionamento, no coração de Lapas. Quem desejar visitar as Grutas terá que deixar o carro mais longe, junto ao rio, e caminhar a pé até ao local. 

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Ruínas Romanas de Villa Cardílio

Classificadas como Monumento Nacional em 24 de janeiro de 1967, as Ruínas da Villa Cardílio ficam situadas a cerca de três quilómetros de Torres Novas e postas a descoberto pelas escavações a cargo do coronel Afonso do Paço, a partir de 1962. Estas escavações permitiram descobrir um conjunto de alicerces, bases de colunas e pavimentos ornamentados com diversos padrões de “tesselas” pertencentes a uma antiga quinta romana composta por três elementos principais: entrada, peristilo e exedra.
Do vasto espólio recolhido, o Museu Municipal Carlos Reis, apresenta no núcleo permanente de arqueologia designadamente na exposição «O Canto de Avita» moedas dos séc. II, III e IV d.c. cerâmicas, bronzes, vidros, ânforas, anéis e até uma estátua de Eros. 
 

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Museu Municipal Carlos Reis

Deve-se a Gustavo Pinto Lopes a iniciativa da fundação do Museu Municipal de Torres Novas em 1933, que veio a inaugurar em 20 de junho de 1937. Gustavo Pinto Lopes seria o primeiro conservador do museu, tendo sido nomeado para o cargo em 1935.

Passados sete anos, em 13 de Maio de 1942, a Câmara Municipal de Torres Novas decidia atribuir ao Museu o nome de Carlos Reis, pintor naturalista nascido no Concelho em 1863. O Museu foi reinstalado em 1993 na Casa Mogo, seu local de origem, edifício testemunho de uma das mais nobres famílias torrejanas com um passado conhecido ligado a Torres Novas que remonta a 1496.

Das coleções do museu destaca-se o núcleo do pintor naturalista Carlos Reis nascido em Torres Novas em 1863, constituído por 30 obras do pintor, representativas da sua qualidade de paisagista e retratista.

O Museu Municipal Carlos Reis tem como missão constituir-se como repositório do património e da memória histórico-cultural do município de Torres Novas e da região que lhe está historicamente ligada, extraindo dos testemunhos materiais que reúne, uma visão global do território e das suas gentes através dos tempos. 

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Mercado do Peixe

O edifício característico de 1885, em tons verdes e envidraçado ao estilo moderno, teve uma atividade muito intensa no início do século XX, enquanto ponto de venda do peixe na cidade de Torres Novas. No final da sua vida enquanto mercado já dispunha também de bancas de legumes. Seria encerrado nos anos 90, aquando da inauguração do novo mercado municipal.

O espaço ainda acolheu residualmente alguns eventos, mas permaneceu fechado cerca de vinte anos, sem que se soubesse muito bem o que fazer com ele. Enquanto isso, a deterioração tornou-se visível a quem por ali passava, no centro histórico de Torres Novas.

Em 2014 avançaram finalmente as obras, convertendo-o num espaço amplo e remodelado, capacitado para receber diferentes eventos de cariz associativo e cultural.